Passeios ajudam a preservar cavalos-marinhos

Passeios ajudam a preservar cavalos-marinhos

O encontro entre o rio e o mar é o local preferido de um animal pequeno, frágil, mas fascinante, que vive tanto em Jericoacoara-CE, quanto em Cajueiro da Praia-PI. Do lado cearense, o cavalo-marinho habita as águas turvas do rio Guriú, na praia do Mangue Seco, dentro de uma aldeia de pescadores, que leva o mesmo nome do rio. No Piauí, o habitat natural do peixe é o Delta do Parnaíba, na região de Barra Grande. Ambos os lugares, saem barcos para poder observar o animal. Cada barco consegue levar de 8 a 20 visitantes. Os passeios são verdadeiras aulas sobre seus hábitos e ajudam a preservar a espécie.

Quando chegam ao local, os barqueiros da região retiram o cavalo-marinho com muito cuidado, colocam-o em um recipiente com água do rio para os turistas tirarem fotos, pois não é permitido tocar no animal. Apenas eles podem manipulá-los, pois são treinados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para fazerem isso sem maltratar o bicho.

Do barco, é quase impossível avistá-lo, pois o peixe muda de cor para se camuflar nas águas do rio. Outra curiosidade desse animal são os olhos. Eles mexem independentemente um do outro. Mas o que mais chama a atenção é que o macho da espécie é o responsável por carregar os ovos até que eles eclodam. Os ovos são depositados pela fêmea e guardados dentro de uma bolsa no ventre do macho. A gestação dura cerca de dois meses. Dos 300 ovos que eclodem de cada macho, apenas 3% chega à fase adulta, por isso a necessidade de preservar a espécie é levada tão a sério pelo moradores.

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